Ilustração

Por que não desenhar de graça?

agosto 13th 2009 | Postado por
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Ilustração: Hiro

Esse texto do ilustrador Hiro é 10!
Você profissional da área, leia com atenção e conheça as armadilhas da profissão.

Todo mundo já ganhou uma caixa de lápis de cor ou um jogo de lápis de cera quando criança e desandou a desenhar os pais, monstros, o cachorro e o que passa na TV. Gastou uma floresta em cadernos de desenho e várias paredes tentando expressar sua criatividade.

Isso faz do desenhista o primeiro ensaio de profissão que uma criança pode ter, tanto quanto ser um jogador de futebol (virar médico por causa da prima não conta).

Portanto, é natural que todo ilustrador tenha uma paixão natural pelo seu trabalho.
Quem era desenhista e virou ilustrador é porque ou teve um talento nato ou desenvolveu com a prática, mas sempre teve um motivador que percebeu que tinha o poder de criar algo com a mente e as mãos.

Se você resolveu ganhar a vida com o dom do traço, com certeza passou por alguns micos na família e entre amigos. “Você vai morrer de fome”, ou “vai vender desenho na Praça da República”, ou “Seu irmão é quem deu certo, virou advogado”. Você vai conhecer um ou outro que foi abandonado pela namorada porque achava que ele não tinha futuro, que ia acabar com o cabelo sebento, com um bloco de desenho e um vira-latas amarrado com barbante, deitado no meio da sarjeta. Mesmo assim foi em frente, mesmo com o mundo apostando as fichas em outro cavalo.

Sou ilustrador e não desisto nunca

Nunca vi um ilustrador que desenhasse por obrigação ou só para pagar as contas. Nunca vi um ilustrador que ficasse olhando o relógio a cada 5 minutos na expectativa de chegar as 6 da tarde e ir embora correndo pra casa. Todo ilustrador tem uma característica: tem uma paixão pelo que faz.

E por que não me refiro mais como desenhistas, mas sim como ilustradores?

O desenhista desenha por pura paixão. Dá um rim porque acredita no que está fazendo.

O ilustrador também desenha por paixão. Mas ao contrário do desenhista, ele vira profissional.

E ser profissional não é simplesmente ganhar dinheiro com desenho. Primeiro grande erro que a maioria dos desenhistas têm.

O ilustrador têm que ganhar dinheiro sim, e isso se torna uma relação comercial. São negócios. O ilustrador vira um comerciante de si mesmo, vende o que tem de melhor que é seu talento.

O ilustrador segue regras. Simples assim.

Regras comerciais (entre ele e o cliente) , regras contábeis e financeiras (passar nota e administrar a grana), regras legais (saber seus direitos e deveres perante a lei), regras pessoais (para não desvirtuar do que acredita) e regras éticas (para ter uma coerência com toda a classe dos ilustradores).

Se não segue regras e desenha o que quer, por que quer e não consegue argumentar com o cliente, então desculpe, tá confundindo arte com negócios.

E um dos maiores erros que vejo por aí é a terrível combinação de talento + insegurança pessoal + picaretagem dando frutos monstruosos.

Isso gera gente que pede desenho de graça. E gente que aceita fazer isso.

Uma coisa é sua namorada ou sua tia pedindo um desenho pro cartão de aniversário da irmã.

Outra coisa é um empresário que pede uma ilustração de graça (ou para teste) com as mais variadas desculpas. As mais famosas são:
“Seu trabalho vai ter uma divulgação tremenda”.
“É bom pro seu portfólio”.
e a mais famigerada: “Esse é de graça, mas depois você vai ter outros bem remunerados”.
“É um trabalho de risco, se for aprovado você ganha”.
Tem uns mais indecentes que dizem simplesmente “Se não fizer, tem gente que faz”.

Pois bem. Acho que nesse ponto eu tenho alguma autoridade pra dizer que isso é a mais pútrida e cadavérica mentira.
Trabalhei mais de 10 anos numa grande agência fazendo o papel duplo de diretor de arte e iustrador. E nesse período, fiz o trabalho também do que hoje se chama “art buyer”, ou seja, contratava ilustradores e fotógrafos para alguns trabalhos.

E eu posso dizer com certeza:
• Nenhum trabalho garante que outros trabalhos virão por causa dele.
• A divulgação é uma conseqüência natural do seu trabalho, é como dizer para um barbeiro que não vai pagar o corte porque vai divulgá-lo por aí.
• Quem é a anta que disse que ilustrador precisa de material publicado para colocar no portfólio?

Primeira coisa que deve ser lembrada, ó desenhista desesperado por atenção e do vil metal para dar estímulo à carreira:

O que você vai dar de graça vai ajudar o lamuriante picareta a ganhar dinheiro. Seja em embalagem, anúncio, revista, tatuagem, o que for. Ele vai ganhar dinheiro e você não!

Isso é uma afronta, uma ofensa profissional e um desrespeito pessoal.
Você não sai na sorveteria pedindo um sorvete de graça prometendo comprar um monte na próxima vez, certo? Nem pede pra cortar o cabelo de graça pra você fazer divulgação do salão. Nem pede pro marceneiro fazer um armário de graça para ele colocar no portfólio.
Mas por que pedem isso pro desenhista?
Por que ele não liga, desenha com paixão e faz rapidinho…na verdade estão fazendo um favor pra ele.

Acontece algo parecido com os médicos.
Qualquer médico em uma festa é interpelado uma ou duas vezes por um gaiato que quer um diagnóstico na hora mostrando um furúnculo na bunda enquanto segura um copo de vinho.
Já que está ali, vamos aproveitar.
Mas pelo que eu sei, a maioria dos médicos já cortam o barato no meio. Dá o cartão e pedem pra passar amanhã no consultório.

Desenhistas deveriam ter a mesma postura.
Isso é necessário para ter uma integridade pessoal e financeira para o ilustrador, e principalmente, para todos os ilustradores.
A regra é simples: Se existem pessoas que pedem isso é porque existem pessoas que o fazem.
E não trazem leite pra casa, mas algumas promessas e um punhado de feijões mágicos.

Abrindo as portas da percepção

Eu já passei por isso. No começo da minha carreira como autônomo, inseguro, perdido e ingênuo como coelho Tambor, aceitei um trabalho de risco, ainda mais porque era amigo de um amigo meu que não vejo há anos.
Quando vi o quanto o cara ganhou com meu trabalho e vi que toda dor e lágrimas que me passaram eram falsas como as promessas, minha barriga doeu de raiva e indignação. A partir daquilo nunca mais.

Existem situações mesmo em grandes agências onde me pedem um “trabalho de risco”. Ou mais descaradamente, “precisamos de um desenho para layout da campanha que ainda vai ser aprovada”. Não é coisa vinda de um Zé Ruela da esquina.
Mesmo dizendo que tenho uma tabela de valores para ilustrações para layouts, sem aprovação do job, há aqueles insapientes que insistem na “filosofia do risco”.

Recuse e recuse com orgulho. É estupro profissional e pessoal, sua auto-estima vai ficar no nível da sola do pé com o tempo.

Não existem exceções? Claro que existem, mas são raras e tem critérios muito pessoais. Pra fins beneficentes, por exemplo. Nem encaro como risco, mas como doação mesmo. E pára por aí.

Recebo todos os dias pedidos de trabalho de graça, de ongs, de cultos religiosos, de escolas, de empresas falimentares, de meninas mimadas, de editoras sem noção, de tudo quanto é tipo.
Para estes, ignorá-los não se tornou apenas uma opção, virou uma necessidade.

O Efeito Borboleta

Só pra entenderem o que isso causa, há 20 anos os valores pagos por ilustração eram bem diferentes. Tudo bem que antes não existia computador e tudo era feito na raça, mas a relação entre valor e direito de uso de imagens não mudou.

A diferença é gritante, principalmente no meio editorial. Uma ilustração de página dupla que hoje sai por uns R$600,00 antes era o dobro do valor, e até mais do que isso. O achatamento dos valores foi progressivo até chegar o que é hoje. E sabe o que é pior? O achatamento não parou por aí. Vai continuar até chegar na espessura de uma panqueca. E, se isso acontece em uma das maiores editoras do Brasil, imagine o que não acontece nas Boca-de-Porco Publishings?

Cheguei a pegar uma época em que ser ilustrador era sinônimo de ser rico, sem exageros. Ganhava-se muito bem, e foi um dos motivadores de eu largar a Biologia pela Ilustração. Não me arrependi de ter feito a troca, mas fico triste e ensandecido quando vejo o respeito financeiro que a ilustração vem tomando no Brasil, o suficiente para cogitar a possibilidade de trocar de país.

Até mesmo Cacilda Becker, cansada de receber pedidos de convites de graça das suas peças de teatro, grudou um recado no vidro da bilheteria dizendo: “Não me peça de graça a única coisa que tenho pra vender”.

Autor: Hiro

http://bit.ly/1JSgvVc

11 Respostas para “Por que não desenhar de graça?”

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como ilustrador, fico constrangido por minha arte não ser legalizada e reconhecida

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Felizmente e infelizmente eu sou um dos novatos, felizmente por que se tornou uma midia mais popular e fica facil postar as coisas na net organizar um portifolio e editar os trabalhos com a ajuda dos programas graficos de hoje.
infelimente por que mesmo sendo um dos calouros do ramo já estou vivenciando esta situação, não sabia o que fazer e confesso que já cair em muitas armadilhas como essas e não mais sabia como evitá-las.
sei que é uma declaração triste e que francamente nos emociona, pessoas roubando o nosso sonho por pura ganância, amigo, eu frequento a internet com uma frequencia bem pequena, mas se não se importar, estarei copiando esta declaração e postando no meu site, e orkut, http://www.fokashim.page.tl, creio que da mesma maneira que eu aprendir muito ao ler isso devo levar esse aprendizado a outros também, é claro que citarei a fonte de onde extrair o texto, isso é um alerta vermelho a todos os desenhistas de hoje, se isso o incomodar pode enviar-me uma mensagem que eu retiro, imediatamente.

obrigado.

Mônica Fuchshuber | maio 13th, 2010 em 7:57 am
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Olá Fábio,

Você conhece o Guia do Ilustrador?
Esse guia, foi desenvolvido por ilustradores experientes para ajudar pessoas que, assim como você, estão iniciando na profissão.

Lá você encontra dicas de como fazer um portfolio, como fazer contratos, como cobrar, etc.

Ele é gratuito e o download pode ser feito aqui:
http://www.guiadoilustrador.com.br

Pode colocar o texto, mas não esqueça de dar os créditos ao Hiro, o autor do artigo.

Boa sorte!
Abraços
Mônica

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Olá

Como a maioria dos profissionais da área, desde criança manifestei a inclinação para as artes visuais, e assim como hoje, é mais que uma paixão é uma necessidade!
Após ter trabahado como desenhista técnico, eletricista de manutenção e cursado um curso técnico de eletromecânica, redirecionei meu foco para o que eu realmente amava- entrei num curso superior de arte educação com habilitação em artes plásticas, com o firme propósito de especializar-me em design/ilustração.
Realmente entrei de cabeça, ainda que em uma época transitória – da analógica para digital – com a (infelizmente) ilusão de encotrar um mercado sério, que valorizasse os trabalhos e profissionais dessa área.
Bem, depois de formado voltei para minha cidade e iniciei uma “via sacra” batendo de porta em porta nas agências de publicidade.
Depois de conseguir estágio, emprego e experiência percebí a realidade, que está muito de acorde com a relatada pelos colegas neste fórum.
Se meu curso não ofercesse a opção de lecionar, hoje sinceramente, não sei se eu teria conseguido o mínimo que tenho para ter uma vida simples mais dígna se fosse trabalhas exclusivamente com design e ilustração.
Pretendo hoje voltar a investir nesta área, mas analizando o mercado, percebo que está um tanto desanimador.
abç a todos

Júlio

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vou mudar a estoria da animação no brasil, e vou abrir portas para os ajudantes iguais avcs

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Excelente colocação. Hoje o ilustrador virou usuário da zazzle ou iStockPhotos. Pessoalmente não gosto da idéia de ver toda arte se tornando produto mas não podemos mais ficar apenas dentro de nosso desligamento natural de desenhistas e ver os imperialistas comprando tudo que há de belo e bom e transformando em produto.

Bruna Costa da Silva | julho 4th, 2011 em 11:36 pm
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muito bom esse texto, eu diria ótimo, amei!
também desenho, tenho 17 anos, me vi em tudo que o texto fala !
já fiz muitos desenhos de graça e as pessoas nem se quer me deram muito obrigada, e como no texto mesmo diz, as pessoas que utilizaram meu desenho ganharam muito dinheiro em cima e não me deram nada em troca, ficaram de acertar algo, pra pegar e até hoje!
esse fato ocorreu no meu trabalho, onde minha função lá não em nada haver com desenho, mas descobriram que eu desenho e estão me explorando agora, pedindo para que eu faço ilustrações para apostilas de treinamentos entre outras coisas!

Ser ilustrador, desenhista no Brasil não dá reggae como já dizia minha mãe !

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so pra vc ve, eu me senti umilhado so d le esse texto, pq e a mesma coisa q esta lendo a minha historia…e o mais interessante e q eu desenho desde sempre, e a minha fama como desenhista so comecou a aparecer a alguns meses quando comecei a fazer desenhos para a escola, mais de 700 pessoas me conhecem como desenhista mesmo assim eu continuo desenhando d graca! Eu nunca vo aprender a negociar!

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Olá…Atualmente tenho passado por problemas emocionais…tenho estado insatisfeito com a área de arte educação na qual sou formado pela universidade federal …desejava ser um ilustrador…talvez até um character designer de algum estudio de games, cinema ou animação…mas a minha realidade tem me mostrado que cada vez mais este sonho torna-se distante…e o que tenho vivido profissionalmemte não chega a ser o inferno mas também esta muito longe de ser o paraíso…moro em joão pessoa PB estado do qual me orgulho em dizer que é o mesmo de Pedro Américo (artista que pintou a obra do grito do ipiranga) mas devo mencionar que não há muitas oportunidades pra quem gostaria de trabalhar com arte visual…não me satisfaz a idéia de bajular pessoas do setor de cultura para ter acesso a no maximo cargo de monitor de oficinas de arte…e hoje ainda não sei bem o que fazer com meu curso de licenciatura…atualmente passei no enem e pelo sisu adentrei ao curso de design grafico pelo ifpb…mas ainda não tenho muita certeza se terminarei o curso e se caso isso vier a acontecer temo que no fim tudo não passe de mais uma graduação pro meu currículo..e eu tenha que permanecer a mercê de um concurso público pra professor ou uma prestação de serviço a prefeitura ou o estado…tenho fé que um dia essa visão mude mas até lá tenho me pegado angustiaqdo e ansioso…ao menos lendo os tópicos e o texto do hiro percebi que não estou sozinho nesta situação e que como eu muitos aqui neste país lutam pra viverem do seu talento fazendo o que gostam…desde já agradeço^^ e até!!!

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Sou ilustradora há 10 anos e finalmente descobri o que fazemos de errado e que acaba estragando a relação cliente-fornecedor. Não tem nada a ver com a parte do pagamento. A falta de remuneração adequada, a demora no pagamento, os contratos horrorosos, tudo isso é fruto e consequencia de um único erro que todos os ilustradores cometem… eu também cometia e não cometo mais. O grande erro dos ilustradores é deixar o cliente modificar o trabalho, mexer no trabalho, pedir alterações.
Deixar o trabalho à mercê do cliente é pura falta de profissionalismo.
Eu sei que parece estranho, mas é uma falta de respeito o cliente achar que pode ficar mexendo no trabalho do ilustrador o tempo inteiro. Essa coisa de muda isso, muda aquilo, tira isso, tira aquilo. Quem é o profissional? Imagina isso em qualquer outra profissão e vê se alguém deixaria. Pede uma comida no restaurante e depois vai lá na cozinha umas 5 ou 6 vezes pedir para mudar o prato. Vai no dentista e fica falando para ele o que é para ele fazer no seu dente. Manda um marceneiro trocar 5 vezes a maçaneta do armário. Discute com ele a posição da dobradiça. Primeiro… você faria isso? Lamento se o fizer. Mas se faria, esperaria que o profissional não te cobrasse essas mudanças? E acharia que o trabalho vai ficar pronto no mesmo prazo que ficaria sem as mudanças?
O mais importante ao meu ver é o ilustrador saber que ele é o profissional. A única razão de fazer uma mudança não remunerada em um trabalho é se houver um erro que possa ser comprovado. Veio escrito “cavalo” no briefing e o ilustrador desenhou um camelo. Sabe quando isso acontece? Nunca. Do mesmo jeito que se sua cárie é no molar, o dentista não vai obturar o canino. Sabe porque? Porque ele é profissional. Igual ao ilustrador. Todo mundo acha que o problema da falta de respeito ao ilustrador começa com o dinheiro… com não querer pagar. Ou com as condições do contrato. Mas esse não é o ponto. O começo da falta de respeito é mexer no trabalho, pois desqualifica o profissional. Enquanto o ilustrador permitir que se façam alterações no seu trabalho… ele nunca terá respeito, pois está afirmando com este comportamento, que não sabe o que está fazendo. O mercado vai mudar quando o ilustrador valorizar o seu trabalho e se recusar a fazer alterações. O serviço é fazer a imagem. Mas quem decide como é essa imagem é o profissional, não o cliente, que por mais que esteja pagando, é leigo no assunto. Não sabe o que vai ficar bom, o que vai funcionar na comunicação, o que é o mais adequado.
Se querem ser valorizados, fica a minha dica. Parem de mandar layouts. Parem de deixar outras pessoas mexerem nos seus trabalhos. É isso que passa a mensagem errada.
Você é um profissional e não um mero braço. Entenda o pedido, explique o que vai fazer, faça o trabalho, entregue e mande o boleto. Se você errou, corrija. Se você não errou, não mexa no trabalho. A pessoa é livre para encomendar um novo trabalho com todos os detalhes que esqueceu de mencionar no briefing original. Isso é o que resolve todo o resto das questões.

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Monica, uma amiga ilustradora recentemente me falou que o pior problema dos ilustradores é aceitar que os clientes mexam no trabalho. Ela mesma deixava os clientes fazerem isso até descobrir que é aí que o respeito vai embora. Porque passa a mensagem errada. Nenhum profissional vai pedir para um leigo avaliar o trabalho e deixar um leigo mexer no trabalho e mandar mudar isso e aquilo. Então, no momento que o ilustrador manda layouts e deixa o processo de interferência começar, ele se coloca abaixo do cliente, como um assistente e não um profissional qualificado que sabe o que está fazendo.
Daí para abusos contratuais, falhas nos pagamentos, preços ridículos… é um pulo. Porque a relação profissional já estragou. Hoje, essa minha amiga não manda nem layouts. Ela conversa com o cliente, entende o que ele quer… explica verbalmente o que vai fazer e combina o pagamento. Ela entrega o trabalho junto com a nota fiscal e os boletos. Quem não aceita esse jeito, ela simplesmente não pega o trabalho. “Suzana, ” ela fala, “o cara que não aceita é porque quer abusar. E o abuso começa com a falta de respeito que é achar que pode interferir no trabalho do artista, como se ele não valesse nada. Se você respeita o profissional, não vai achar que sabe fazer o trabalho melhor que ele.”

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